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Fertilidade no Lúpus: uma conversa importante

Para muitas mulheres que vivem com lúpus, a questão da fertilidade pode ser uma fonte de preocupação e incerteza. Então é crucial entender como o lúpus pode afetar a capacidade de engravidar e quais são os riscos envolvidos durante a gestação.


Pulsoterapia com Ciclofosfamida e Fertilidade:

A pulsoterapia com ciclofosfamida é um tratamento imunossupressor utilizado em casos graves de lúpus, como nefrite lúpica, lúpus com acometimento de sistema nervoso central. No entanto, sabe-se que a ciclofosfamida pode afetar a fertilidade, causando danos aos ovários e diminuindo a reserva ovariana, este é um efeito dose e tempo dependente. Portanto, é importante discutir com seu médico sobre os riscos e benefícios dessa terapia, especialmente se você estiver planejando engravidar.


Medicamentos Teratogênicos e Gestação:

Alguns medicamentos usados ​​para tratar o lúpus podem ser teratogênicos, ou seja, podem causar malformações no feto durante a gestação.

Sendo os principais: micofenolato, metotrexato e ciclofosfamida.

É essencial que as mulheres em idade fértil que têm lúpus discutam suas opções de tratamento com um médico especializado em reumatologia e obstetrícia antes de engravidar. Os profissionais de saúde podem ajustar a medicação para garantir que seja seguro para a gestação.


Riscos da Gestação durante Atividade da Doença:

A gravidez em mulheres com lúpus pode ser complicada, especialmente se a doença estiver ativa. A atividade da doença durante a gestação está associada a um maior risco de complicações, como aborto espontâneo, parto prematuro, pré-eclâmpsia e flares de lúpus. Portanto, é fundamental que as mulheres com lúpus planejem cuidadosamente a gravidez e recebam acompanhamento médico próximo durante todo o processo.


Anticorpos e gestação: Durante a gestação em mulheres com lúpus eritematoso sistêmico (LES), certos autoanticorpos estão associados a um maior risco de complicações gestacionais. Os mais relevantes incluem:

  1. Anticorpos antifosfolipídeos (aPL): Os anticorpos antifosfolipídeos, como os anticorpos anticardiolipina (ACA) e o anticoagulante lúpico (AL), estão associados a complicações tromboembólicas e obstétricas, como abortos recorrentes, pré-eclâmpsia, restrição do crescimento fetal e morte fetal intrauterina.

  2. Anticorpos anti-Ro (SSA) e anti-La (SSB): Esses autoanticorpos estão associados à síndrome do anticorpo antifosfolipídeo neonatal, que pode causar bloqueio cardíaco congênito, erupção cutânea e comprometimento hematológico no feto.


Conclusão:

Embora a fertilidade no lúpus possa ser afetada por vários fatores, incluindo tratamentos agressivos e atividade da doença, é possível engravidar com segurança com o acompanhamento médico adequado. É essencial que as mulheres com lúpus discutam seus desejos reprodutivos com seus médicos e recebam orientações personalizadas sobre os riscos e precauções necessárias durante a gestação.



No nosso centro, estamos aqui para oferecer suporte e orientação a todas as mulheres com lúpus que estão considerando a maternidade.

Não hesite em marcar uma consulta para discutir suas preocupações e necessidades específicas. Juntos, podemos ajudá-la a tomar decisões informadas sobre sua saúde reprodutiva e a alcançar seus objetivos de família com segurança e confiança.

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